SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

 

Hoje é o dia convencionalmente chamado de "Sexta-feira da Paixão". Décadas atrás, pais obrigavam seus filhos a ficarem tristes, em sinal de respeito. Atualmente, parece que a tradição foi abandonada e, neste dia, todos querem aproveitar as delícias de um feriado como outro qualquer.

Para mim, não é uma data para hipocrisia e nem para euforia. A via-crúcis de Jesus não me entristece, pois ele não foi uma vítima de seus algozes; ao contrário, sempre esteve no comando. Se "legiões de anjos" tivessem "descido do céu" e o salvado, se ele tivesse morrido de velhice, acredito que em pouco tempo teria sido esquecido. Era necessário que a boa semente morresse daquela maneira (aceitando tudo e entregando a vida), para seus frutos serem bons e fortes.

E os bons frutos não demoraram a vingar... O homem que, por apego à vida material, o negou três vezes em uma só noite, logo percebeu o que realmente importava. Após a revelação interior ("descida do Espírito Santo"), este mesmo homem corajosamente viveu conforme as palavras do Nazareno, até o fim da carne. Outro, inimigo mortal dos cristãos, foi instantaneamente convertido pelo Cristo Vivo no caminho para Damasco e foi seu principal apóstolo, até o fim da carne. Mais exemplos poderiam ser citados, para validarem a lição que a via-crúcis nos deixou; contudo, paremos nestes dois.

A "paixão de Jesus" é tão poderosa que, até hoje (e, provavelmente, até sempre), nos encoraja a "perder a vida" para ganhar a VIDA.

 

 

15/04/2022

 

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